Notícias da Igreja

 
 
21 . Abr
'Deixemo-nos renovar por Cristo', pede Papa no Domingo de Páscoa
'Deixemo-nos renovar por Cristo', pede Papa no Domingo de Páscoa

O Papa Francisco celebrou a missa da Ressurreição do Senhor, neste domingo, 21, no adro da Basílica Vaticana. A celebração, iniciada com o rito do “Resurrexit”, contou com a participação de fiéis e peregrinos de todo o mundo, por ocasião da festa da Páscoa.


 


Sem o azul do céu, visto o tempo encoberto na capital italiana, a Praça de São Pedro foi colorida pelas milhares de flores doadas pela Holanda, dispostas artisticamente, numa tradição que completou 33 anos este ano.


 


Após a proclamação do Evangelho, os fiéis foram convidados a refletir sobre a Liturgia em silêncio.




Urbi et Orbi


O Santo Padre não pronunciou sua tradicional homilia, reservando suas palavras para a Mensagem de Páscoa, transmitida à Cidade e ao Mundo da Sacada Central da Basílica de São Pedro, como comumente acontece após a celebração da Missa da Páscoa e do Natal.


 


O pontífice iniciou sua mensagem com o anúncio dos primeiros discípulos: “Jesus ressuscitou!”, recordando sua recente Exortação Apostólica dedicada particularmente aos jovens, Chistus vivit:


 


“Cristo vive: é Ele a nossa esperança e a mais bela juventude deste mundo! Tudo o que toca torna-se jovem, fica novo, enche-se de vida.”


 


A Ressurreição de Cristo – continuou Francisco – é princípio de vida nova para todo o homem e toda a mulher, porque a verdadeira renovação parte sempre do coração, da consciência.


 


“Mas a Páscoa é também o início do mundo novo, libertado da escravidão do pecado e da morte: o mundo finalmente aberto ao Reino de Deus, Reino de amor, paz e fraternidade”.



Síria


“Cristo vive e permanece conosco!” E foi pela Síria – “vítima dum conflito sem fim que corre o risco de nos encontrar cada vez mais resignados e até indiferentes” – que o Papa começou a elencar algumas das realidades daqueles “que estão na provação, no sofrimento e no luto”. “É hora de renovar os esforços por uma solução política – defendeu ele – que dê resposta às justas aspirações de liberdade, paz e justiça, enfrente a crise humanitária e favoreça o retorno em segurança dos deslocados, bem como daqueles que se refugiaram nos países vizinhos, especialmente no Líbano e Jordânia”.



Oriente Médio


Aos cristãos no Oriente Médio – região dilacerada “por divisões e tensões contínuas” – o Pontífice exortou a não deixarem de testemunhar “com paciente perseverança, o Senhor ressuscitado e a vitória da vida sobre a morte.”


 


E seu olhar se volta, em modo particular, “para o povo do Iêmen, especialmente para as crianças definhando pela fome e a guerra”, mas também aos governantes e povos da região, “a começar pelos israelenses e palestinos”, para aliviarem as tantas aflições e a buscarem um futuro de paz e estabilidade.



Líbia


O Papa pede que “as armas cessem de ensanguentar a Líbia”, exortando “as partes interessadas a optar pelo diálogo em vez da opressão, evitando que se reabram as feridas duma década de conflitos e instabilidade política”.



Continente africano


“Tensões sociais, conflitos e, por vezes, extremismos violentos que deixam atrás de si insegurança, destruição e morte, especialmente no Burkina Faso, Mali, Níger, Nigéria e Camarões”, recordou Francisco em sua mensagem, ao pedir a paz do Senhor ao seu” amado continente africano”.


 


E não esqueceu do Sudão, que atravessa um longo período de incertezas políticas, pedindo o esforço de todos, a fim de “permitir ao país encontrar a liberdade, o desenvolvimento e o bem-estar, a que há muito aspira”.


 


Ao Sudão do Sul, o Papa fez votos de que “se abra uma nova página da história do país, na qual todos os componentes políticos, sociais e religiosos se empenhem ativamente em prol do bem comum e da reconciliação da nação”, também recordando o retiro feito há poucos dias pelos líderes do país no Vaticano.


 


Ucrânia


Em relação à Ucrânia, o Santo Padre pediu para que “o Senhor encoraje as iniciativas humanitárias e as iniciativas destinadas a buscar uma paz duradoura”, especialmente nas regiões orientais do país que continuam a sofrer com o conflito que persiste.



Continente americano


Para o continente americano, o Pontífice argentino pediu “que a alegria da Ressurreição encha os corações de quem sofre as consequências de difíceis situações políticas e econômicas, no continente americano”. Em particular, recordou da Venezuela, onde há “tanta gente sem as condições mínimas para levar uma vida digna e segura, por causa duma crise que perdura e se agrava”.


 


“Que o Senhor – foi seu pedido – conceda a quantos têm responsabilidades políticas, trabalhar para pôr fim às injustiças sociais, abusos e violências e realizar passos concretos que permitam sanar as divisões e oferecer à população a ajuda de que necessita”.


 


Para a Nicarágua, Francisco pediu que “o Senhor ressuscitado oriente com a sua luz os esforços que estão a ser feitos”, para que se encontre “o mais rápido possível, uma solução pacífica e negociada em benefício de todos os nicaraguenses”.



Construtores de pontes e não de muros


“Perante os inúmeros sofrimentos do nosso tempo – disse o Santo Padre na conclusão na mensagem – que o Senhor da vida não nos encontre frios e indiferentes. Faça de nós construtores de pontes, não de muros. Ele, que nos dá a paz, faça cessar o fragor das armas, tanto nos contextos de guerra como nas nossas cidades, e inspire os líderes das nações a trabalhar para acabar com a corrida aos armamentos e com a difusão preocupante das armas, de modo especial nos países mais avançados economicamente. O Ressuscitado, que escancarou as portas do sepulcro, abra os nossos corações às necessidades dos indigentes, indefesos, pobres, desempregados, marginalizados, de quem bate à nossa porta à procura de pão, dum abrigo e do reconhecimento da sua dignidade”.


 


Ao final, fez a todos as felicitações de uma Feliz Páscoa:


 


“Queridos irmãos e irmãs, Cristo vive! Ele é esperança e juventude para cada um de nós e para o mundo inteiro. Deixemo-nos renovar por Ele! Feliz Páscoa!”


 


Depois de condenar os graves atentados no Sri Lanka ocorridos neste Domingo de Páscoa e falar da primeira transmissão de uma mensagem de Páscoa feita por um Pontífice pela TV, o Papa Francisco fez um “grande agradecimento” aos holandeses e eslovenos, pela doação das “esplêndidas” flores que ornamentam a Praça e a Basílica de São Pedro nesta Páscoa: “a alegria da Ressurreição é simbolizada pelas flores!”, disse ele.


 


Por fim, despediu-se da multidão de fiéis, pedindo que não esquecessem, de rezar por ele. “Bom almoço e até logo!”, concluiu.


Fonte: Canção Nova

Compartilhe está Notícia
Indique a um amigo
 
(21) 2569-6312 / (21) 2568-8374
Rua São Francisco Xavier, 75 - Tijuca
Rio de Janeiro/RJ - 20550-010
vnorterj@gmail.com
Copyright © 2019 Vicariato Norte.
Todos os direitos reservados